terça-feira, 6 de maio de 2008

queria ser poeta

Queria ser poeta
Escrever as mais belas antologias
Em sua homenagem, pois,
Há tempos tento encontrar
As palavras pra falar a ti de ti
Mas me parece tão complexa
Tão grande que chego a pensar
Ser minha poesia pequena pra tê-la
Pois somente os ventos sabem
Aliados ao silêncio, às canções dos pássaros,
Falarem de você, tocar uma música
Cuja linguagem conhecida por ridículos homens
Não decifraria, ou pronunciaria
Você é o vento, a estrela que brilha
Com mais evidência no meu céu noturno
És uma poesia,
Eu serei poeta por um instante
Pra poder, em versos peculiares
Poetizar-te
Mas também queria ser onipresente
E estar sempre contigo...
Sem fim nem começo, sem tempo... !

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Nas passarelas das incólumes ilusões*

Nas passarelas das incólumes ilusões
encontro–me
sob o signo da representação do vir-a-ser
Esperando o degelo do coração
Onde habiara o inverno.
Suplico pela primavera.
Mas ainda há um longo tempo
De rubros risos
Tomados nos cálices da noite
Com a lua apreciando.
Em forma de ode
As performances das almas
Que deslizam pelas neves
Nos frêmitos sonhos
Deste contexto eremítico.
Até que passemos
Por um recorte temporal,
E este, legitime uma máxima Zeziana:
“a intensidade àsVezes não cabe na eternidade.

Imaginava com fé o fim das manhãs

Imaginava com fé o fim das manhãs
Queimando em brasas
Expostas à eternidade
com fervor um fervor
que só se compara ao devir imaginário do sol.
Caíam com perigo moral
De um abismo
Que esquecia seu papel tempo afora
E reencontrava o vento
Das tardes na áurea
Vertiginosa da paciência,
Cuja presença
Fazia o testemunho sucumbir perante o céu
Da sagrada desordem
Do meu êxtase pagão.

16/08/07

Sal Goya Yolandina doída

...
Sal Goya Yolandina doída
e doida  por A mor anga dela
de calça que ontem
Queria correr pelas nuvens
Noiva nova e nóia
pseudo nórdica
Em hora que outrora passava sem roupa
Nem capa da alma quente que sentia dor
De ter um si um fenômeno
Que assemelhava - se com tesão
Para onde quer que se dirigisse
ereta em órbitas
presas nos colhões da noite

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

vc tá um cravo na metamorfose

vc tá um cravo na metamorfose, quer virar uma flor,superando o degelo e a textura visceral do inverno, indo para a primavera assumir seu papel de flor que brota em todos os espaçoes, inclusive nos campos de pedra

Busquei teus olhos (para C. Alb..)

Busquei teus olhos
Na trilha dos meus
Num sonho pós Berlim.
Não os encontrei;
Contentei-me provisoriamente
Com eles na memória,
Agora os imagino
Caricaturados em núvens
na saudade do futuro,
A olharem-me contemplá-los
Ultrapassando as janelas
Abertas no horizonte,
Florescendo o céu
E sua margens


Antero Kalik

Necessidade momentânea

Necessidade momentânea:
Dizer tô vazio
Presente em balada
Que tudo é multi-solidez
De algo
A despreencher o espaço
Musicado fuga
Pra possibilitar
O gozo longe
Do alcance
E do querer render-se
Ao tornar possível


Antero Kalik

A p o s te[r]

Clareando di
A de us piano
Leitor eiro
Plano ambiciando
Madruga a germinar
Sons diafragmados
A p o s te[r]Ignorado o regozijado
Gozar nas horas
Risonhas que baixam
Balas de mim
Chaleando morfismos
Mornos d’uma
Recente língua
Exterior a outra
Do contraBaixo

ouvindo transa

Andava... triste Bahia
De Caetano
Aquele morador na filosofia
De Paulino
Nostálgico negador
De influências tropicais
Em frestas do seu pensar...
Na andança,
Gritava ao deleite
Duma no
Banhada de música
Cúmplice convergente
A brindar gostos compartilhados
Entre pássaros e silêncio

18/09/07 4:00 hs am
Antero Kalik

terça-feira, 30 de outubro de 2007

sem [vários]sentidos

pensara passado
momentos atrás,
de três horas sucumbidasnas palavras,
como mim
sob emoções aniquilantes
do eu pacífico espírito devaneando
pós it’s a long way
durado economizando
memória devir daqui
a pouco período a dormir,
escorado na tênue linha
entre estes recortes
de corpo marcado
em ponteiros extraviados
no caminho e outras
areiasde ampulheta