terça-feira, 7 de março de 2023

Banhar - me do Justo


 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Un poème en fait, inévitable

 Le fait inévitable qui est encore placé dans l'avenir

s'allie au temps

qui résiste à l'apprivoisement.

Décalé, apathique,

joliment il me filoute


obstinée à reporter son placement

dans le présent,

le fait inévitable

au vent souri

en essayant de le séduire


Le vent chuchote des mots et des rires

Je résiste, aussi

à l'arrivée

du fait, par moi fixé

terça-feira, 23 de junho de 2020

Cores austeras economizam desejos


Cores austeras economizam desejos
Crenças soçobram - se
No devir animal não oculto
O gozo lança se de antemão no caos
Onde os coloridos dançam despudorados
Carregando os tempos de todas as raízes
O amanhã risca ser refutado
Mas quem teme o fato
Num terreno onde a razão gera desconfiança ?
Outrora verso
A mímica dos céus
Agora mostra se trivial
Aos ohos dos coveiros



Crédit: José Paulo- Reflexo de um barco no porto de Concarneau, Bretanha - França


terça-feira, 31 de março de 2020

surto apalpas surdo


Descomeço esquecendo o dito
declarado em brancas páginas, o amor
avesso, acerca da noite a vício o téce, em ar dor
maldito em ser, profundo na fuga aflito

às fadas as favas
surto apalpas surdo
anjo afins fuzilado e mudo
rezo elo razo arara

desejo arrancar o vírus vício
preso ao tempo mar vasto e tatuado
desse ponto parto marco
riscado afeto pífio

vegetas neutro noutras noites nu
Tripas fazem do peito morada
no livro rasgo o antes – mão beijada
tal qual o fim acata a rota é o Sul






Amantes - René Magritte



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

o pacífico oceano talha

A razão a raza
sai do banho e arraza
o peito desbrava
o izoneiro coração
dissimulando
a lingua que não alcança
o pacífico oceano talha
a fala falha
o futuro FRUTO feito
Ikon-e à causa do desfeito
desfecho

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

O verbo sai do tempo gasto

Um verbo sai de tempo
Gasto
Voa de cama em cama
À fiasco
À sorte clama
À morte Aclama
Esperando o corpo atravessar a história

O que era alento
É agora sem abrigo
O peito extrapola o eixo
À Fora

É pretérito amar
Viver é urgente
Amar arduamente
Aldente
Si busco ofuusco
Infindo afino o fim do tempo

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O som ouvido no abismo

Rasga a fonte
O samba Sã
não precisa de musismo
O som
Ouvido no abismo.

Fantasmas alegóricos
Distorcem o amor
Sentido pulsante

A noite abriga dores
O frio habita
Os corpos
Pouco à pouco
O oco impera o apogeu

É preciso partir
O contexto é incoerente
Rir é ridículo aos olhos congelados
Dos médicos da própria loucura
A rua cura
Cura dor
 inspira dor
Não centro adentro
Ardor
Arte podre avisa:
Não é a hora, va- t'en!

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Plá Giobim

Assim como beber
Escrevemos por escrever
para esquecer

Eu escrevo pra escapar aos males
Do amor

J'ai écris à jobim
En demandant de faire
Une copie assim

Sans luiza comme sujet
Mais ainsi
Pour oublier

Sans réponse j'oublie
La route qui m'amène à tes rouges
Yeux perdus au sein des doutes

Poème et Lambada
Transport et trahison
L'amour n'est jamais distant
Disons...

Le vent sème des illusions
Et Jobim chuchote encore et encore
Et La lune continue à l'écouter, encore

sábado, 14 de setembro de 2019

Vernáculos incoerentes

Pensando à canção e pensando os abraços recebidos pelo vento, nas tantas formas geológicas
Fiz me pássaro, cruzei desertos,
Bebi o nectar das ervas fermentadas em altares,

O tempo aproximou se
Baixinho confiou me
Como num filme que  escancara
Em seus planos e é diálogos matafisicos
Os segredos para seguir ajudado
Pelo raio, pelo vento
Seguir surfando nas torrentes
E mesmo para dançar
À dança frenética dos acordes
Ispirados pelo barco que segue ébrio
Mesmo após um século de revolução poetica.

Se pensarmos as formas estéticas, as formas dos rochedos, das falésias esculpidas pelo duração, esqueceremos a coerência dos vernáculos
E sem temer o isolamento da época
Concebemos a beleza dos abismos,
Mesmo aqueles outrora temidos.
Quando se aprendepos a flutuar
Esquecemos o frio dos ventos
Que nos avizinham nas nas travesías.

                 A. K

sábado, 10 de agosto de 2019

Noite tenra abriga as trovas

Em seu reino de moscas
Envolto em seu manto de solidão
O rei endereça sua fala aos mortos,
muitos, Deveras
Os mais novos fanáticos dessa era.

Arauto de gerações perdidas
Faz nos acreditar no incerto
Fim fracassado.
"ao vencedor as batatas" ao impérios, as baratas
Aos perdedores o trono
É aos niilistas, o universo, os versos

O canto ensolarado indica o norte
O Riso acena à rima, à sorte
O desesperar não sinonima a morte
Noite tenra abriga as trovas
Saúde boa o poeta aos sãs, exorta
Enquanto o coletivo, moscas o trono corta