sábado, 30 de janeiro de 2010

ventos do sul

nesse sul onde sopra o vento com sabor de uva
onde o vinho manifesta-se nas bocas
neste lado, nos arredores da serra,
onde o verde, brilha,
onde as águas brindam o castellano,
nesse horizonte azul,
rumo a Montevidéo,
os xamãs rumam a Chaco,
e os aspirantes...
rumam a selva, às pedras,
chorando a geografia unificada,
os corações asfixiam
a vontade de voar,
a impossibilidade de não
deixar a fantasia nos levar
por ventos ao sul.
O céu, a garnde casa,
o testemunho do ritual silencioso,
levou-me a um porto desconhecido
que abriu algusn braços,
mas não abraçou,
não se deixou não se entregou,
indicou transeuntes às circunferência
dessa alegre atmosfera
que ruma às videira banhadas pela
lua de quarenta graus.

Nessas memórias sapitos
pulam sete(07) vezes,
os batidos evocam os deuses,
unificam as epopéias dos errantes,
dos brincantes,
legitimam a busca pela impossível
paz generalizada.
Martinas, Victorias,
desejos vindantes,
olhares póstumos ao devir,
às estrofes cicundam latinos libido.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

o céu abria a boca por um longínquo instante


o céu abria a boca por um longínquo

instante, e não era paródia duma falsa

intensidade. Sincronizado com os tambores e

regido pelos deuses da dança, o corpo

encenava um dilaceramento no deleitar da

força. O abismo já era oculto aos olhos, as

aves de rapina dançavam a minha dança, os

raio vinham até mim...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

se levanta a controvérsia

se levanta a controvérsia
em êxodo matinal,
superando a incoerência lírica da bactéria
ouvinte de Vivaldi,
e pula uma estação
até chegar em lugar
viável para o embarque
no irreal vento
que afronta o virtual
relacionamento com o sol
exilado no sangue do recorte
a representar uma linha atenuante
do conceito de dia
mostrado num violino
e transbordando numa noite
suja de esperma intelectual
pós horas de blasfêmias
ancoradas em obrigações
de provar desprova
o saber que tem
na barba - foi bonita
há há ...

pelas beiras do mundo

a mentira colocava sua casa nas costas
e saia a andar
pelas beiras do mundo,
nadava nas sombras das dúvidas
que cirvulavam de mão dadas com o vento,
pa[i]rava nos olhares
no movimento da língua
durante o intervalo do silêncio,
pensamento no que dizer.
dEssa forma a narrativa
ganhava corpo dentro da realidade
do devaneio presente

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

um doce Jazz

primavera de gotas leves e calmaria/ doces canções aos ouvidos novos velhos conhecedores/ os olhos encehem-se de entusiasmo ao ver aquele corpo seguir sua trilha/ ele sauda o nectar do vinho extraido da vida da dança/ e a fertilidade se apropria dos bons solos onde pisou Dionísio, onde brindou o elan vital, a natureza, o gozo, o ápice...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

o que supostamente queimaria?

o que supostamente queimaria?
-a conseqüência sem coragem,
seria os cupins, supostos ateus,
ou as vacas céticas, que talvez
aspiram o império do nada?

a continuidade desse pesar,
arrastar-se-ia por mil ventos
transitando em anseios retrógados
que subemetem-se às carapulsas
prisões de espíritos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

a pon to ...


os poros abrem para o riso
passar pra dentro da alma
em forma de música, em forma
disforme conforme a fome
da que notas expõem
ao corpo posto
na linha da ausência
de durar que vence o tédio
pela intnesidade
analogia da intensidade
multi-bifurcada
flúida, flutuante
antes da vinda
da mudança sempre
possível, [des]espereda