las letras i lustres
usados nas capas de mesa
em madeira emenda
o mause morno da mão
desdizente do ausente
sentido lógico de agora
lendo o escrito
passado sem classificção
temporal que cai ao lado
judaico do ouvido barulho
da água noturna
do teto sem nuvens
a vista de livros
vermelhos con seta
do sábado quase encerrado
Poesia, literatura, poesia ádiovisual, poesia da imagem, fotografia, dionysus e os encontros entre palavras e pinturas
segunda-feira, 30 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
a beleza venceu a totalidade
o belo que visto
no meu imaginário
presente no real
coincidente com o ontém
no limiar de hoje
até o sono cerrar
los ojos de nosotros
que antes do olhar
encerrado contemplamos
com corpos a legitimidade
da beleza que
sobrepôs-se anti
o totalitário existente
na relção Bahia Madrid
representada por bichos
exóticos de vilas
doces e clamas
como águas e uvas
a persona performanciando
Dionísio
no meu imaginário
presente no real
coincidente com o ontém
no limiar de hoje
até o sono cerrar
los ojos de nosotros
que antes do olhar
encerrado contemplamos
com corpos a legitimidade
da beleza que
sobrepôs-se anti
o totalitário existente
na relção Bahia Madrid
representada por bichos
exóticos de vilas
doces e clamas
como águas e uvas
a persona performanciando
Dionísio
segunda-feira, 2 de junho de 2008
céu de Berlin
terça-feira, 13 de maio de 2008
estou cheio(farto) do vazio

estou cheio(farto) do vazio
cheio de espaços impermeáveis
onde o dia nos trona dele prisioneiro
eterno nos oito pontos de encarceramento
submerso do escuro
sinônimo do vazio
do silêncio nos olhos
sigo em voltas ao meu redor
buscando explicação
para minha comodidade,
consolo para minha condição
de animal domesticado
que finge saber de tal
mas não se encoraja a sair
o que resta é compartilhar
o desepero do breviário
a melancolia de Cioran
cheio de espaços impermeáveis
onde o dia nos trona dele prisioneiro
eterno nos oito pontos de encarceramento
submerso do escuro
sinônimo do vazio
do silêncio nos olhos
sigo em voltas ao meu redor
buscando explicação
para minha comodidade,
consolo para minha condição
de animal domesticado
que finge saber de tal
mas não se encoraja a sair
o que resta é compartilhar
o desepero do breviário
a melancolia de Cioran
sábado, 10 de maio de 2008
InBerlilônya

InBerlilônya
Dançam ouvidos
Sobre sopros
Surdos acorde[s]m
Durante percorrido
Rebolado das cordas
Sob as doses da ânsia
Nas horas
Flutuantes caos
Motores d’osadas
Inetensidades abraçadas
Em crescentes quintas
Prosas pairam
Pleno pouso
Bailarino ativo
Floresce águas
Ar timos fera
Frustada por dentes
Dentro afiando
Dedo eterno
Enfermo temporal
Alterego de arcada frágil
Dançam ouvidos
Sobre sopros
Surdos acorde[s]m
Durante percorrido
Rebolado das cordas
Sob as doses da ânsia
Nas horas
Flutuantes caos
Motores d’osadas
Inetensidades abraçadas
Em crescentes quintas
Prosas pairam
Pleno pouso
Bailarino ativo
Floresce águas
Ar timos fera
Frustada por dentes
Dentro afiando
Dedo eterno
Enfermo temporal
Alterego de arcada frágil
Indo para o next na Rêgo Freitas
Venho de... pôr
Palavras em nome
Do indefinido sentir,
Dando imagem
Às frases luaradas
Do caro amigo cello,
Cuja escrita,
Latenteia veias
E seu sangue movente
A cruzar faróis
Vermelhos
Que ve[r]des passar
Corpos sem rosto,
Signo mundano
Da Babylônia despida
E pronta pra cantar,
Encantar... e enganar
Seus transeuntes
nada poderia midar

Nada poderia midar.
Lhe - dar com esse complexo
Impresso nesse real movente
Iniciado pós fim andando
Recomeço letenteando
Em primeira pessoa
a quem não desesmero
Mui menos dez espero
Pra dormir o sono que levanta
O corpo desperto
Pensante cruzante
Cruzando deserto espaço incerto
dIntelecto liberto
Gastrite iconoclasta cortando
A performance das horas
Instrumentais duma ópera
Ora op e r a ssora
Empunho de rima
Numa vassoura
Lhe - dar com esse complexo
Impresso nesse real movente
Iniciado pós fim andando
Recomeço letenteando
Em primeira pessoa
a quem não desesmero
Mui menos dez espero
Pra dormir o sono que levanta
O corpo desperto
Pensante cruzante
Cruzando deserto espaço incerto
dIntelecto liberto
Gastrite iconoclasta cortando
A performance das horas
Instrumentais duma ópera
Ora op e r a ssora
Empunho de rima
Numa vassoura
quarta-feira, 7 de maio de 2008
saía incólume
Saia incólume das analogias do cotidiano
Soprava verdades em torno das sombras
Nas cavernas modernas.
Zombeteiro se fazia, pra justificar
Sua presença no presente
Também os primórdios
Traçados numa linha narrativa
Que dava imagem à sua origem.
Com isso tornava-se algo, ou um ser.
Por ter semelhantes passagens à sua
Durante os pretéritos memoráveis
Soprava verdades em torno das sombras
Nas cavernas modernas.
Zombeteiro se fazia, pra justificar
Sua presença no presente
Também os primórdios
Traçados numa linha narrativa
Que dava imagem à sua origem.
Com isso tornava-se algo, ou um ser.
Por ter semelhantes passagens à sua
Durante os pretéritos memoráveis
terça-feira, 6 de maio de 2008
Nos tempos Log
Hoje te liguei, pois, ultimamente
Só o telefone, a virtualidade, atenua-nos
As paredes que nos separa
Distanciam-se mais e mais
Porém, tenho a memória
Cujo exercício atual e constante
É atualizar-te
Tornando–a mais presente
Esta, é uma forma pra driblar a saudade
Que sinto de ti
E ela é como areia movediça:
Puxa-me cada vez mais para o fundo
Portanto, preciso de você
Real como tenho meus membros
Só assim aniquilarei este ser
Cujo conhecimento de gênero
Foge da minha razão
Com isso poderei respirar aliviado
Porque neste momento, me encontro
Submerso pela saudade
E pela solidão !
Só o telefone, a virtualidade, atenua-nos
As paredes que nos separa
Distanciam-se mais e mais
Porém, tenho a memória
Cujo exercício atual e constante
É atualizar-te
Tornando–a mais presente
Esta, é uma forma pra driblar a saudade
Que sinto de ti
E ela é como areia movediça:
Puxa-me cada vez mais para o fundo
Portanto, preciso de você
Real como tenho meus membros
Só assim aniquilarei este ser
Cujo conhecimento de gênero
Foge da minha razão
Com isso poderei respirar aliviado
Porque neste momento, me encontro
Submerso pela saudade
E pela solidão !
talvez
Talvez você ainda não saiba
Mas passou a viver num dos meus mundos
É transeunte da avenida
Por onde caminham meus outros eus
E lá, eles encontram os seus
Brincam, andam de mãos dadas
Abraçam-se, compartilham seus viveres
Sabes tu, que, quando olho uma rosa, nela te vejo
E sinto em ti o perfume exalado por ela
A avenida dos eus é florida, em todas as margens
O dia, o nascer, e pôr do sol,
São testemunhas
Dos inúmeros poemas que as flores
Inspiram Às abelhas ao beijarem seus polens
Assim és tu
Navegante no rio de minha vida
É a inspiração minha dos deuses,
Dos ventos e das nuvens,
É primeira flor da primavera,
O ar atrevido que pelas frestas
Em casas capais, no início pleno da aurora
É o sol na minha Sibéria
Mas passou a viver num dos meus mundos
É transeunte da avenida
Por onde caminham meus outros eus
E lá, eles encontram os seus
Brincam, andam de mãos dadas
Abraçam-se, compartilham seus viveres
Sabes tu, que, quando olho uma rosa, nela te vejo
E sinto em ti o perfume exalado por ela
A avenida dos eus é florida, em todas as margens
O dia, o nascer, e pôr do sol,
São testemunhas
Dos inúmeros poemas que as flores
Inspiram Às abelhas ao beijarem seus polens
Assim és tu
Navegante no rio de minha vida
É a inspiração minha dos deuses,
Dos ventos e das nuvens,
É primeira flor da primavera,
O ar atrevido que pelas frestas
Em casas capais, no início pleno da aurora
É o sol na minha Sibéria
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