quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

o céu abria a boca por um longínquo instante



o céu abria a boca
por um longínquo instante,
e não era paródia duma falsa intensidade.

Sincronizado com os tambores
e regido pelos deuses da dança,
o corpo encenava
um dilaceramento no deleitar da força.
O abismo já era oculto aos olhos,
as aves de rapina dançavam a minha dança,
os raio vinham até mim...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

se levanta a controvérsia

se levanta a controvérsia
em êxodo matinal,
superando a incoerência lírica da bactéria
ouvinte de Vivaldi,
e pula uma estação
até chegar em lugar
viável para o embarque
no irreal vento
que afronta o virtual
relacionamento com o sol
exilado no sangue do recorte
a representar uma linha atenuante
do conceito de dia
mostrado num violino
e transbordando numa noite
suja de esperma intelectual
pós horas de blasfêmias
ancoradas em obrigações
de provar desprova
o saber que tem
na barba - foi bonita
há há ...

no movimento da língua

a mentira colocava sua casa nas costas
e saia a andar
pelas beiras do mundo,
nadava nas sombras das dúvidas
que cirvulavam de mão dadas com o vento,
pa[i]rava nos olhares
no movimento da língua
durante o intervalo do silêncio,
pensamento no que dizer.
dEssa forma a narrativa
ganhava corpo dentro da realidade
do devaneio presente

pelas beiras do mundo

a mentira colocava sua casa nas costas
e saia a andar
pelas beiras do mundo,
nadava nas sombras das dúvidas
que cirvulavam de mão dadas com o vento,
pa[i]rava nos olhares
no movimento da língua
durante o intervalo do silêncio,
pensamento no que dizer.
dEssa forma a narrativa
ganhava corpo dentro da realidade
do devaneio presente

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

um doce Jazz

primavera de gotas leves e calmaria/ doces canções aos ouvidos novos velhos conhecedores/ os olhos encehem-se de entusiasmo ao ver aquele corpo seguir sua trilha/ ele sauda o nectar do vinho extraido da vida da dança/ e a fertilidade se apropria dos bons solos onde pisou Dionísio, onde brindou o elan vital, a natureza, o gozo, o ápice...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

o que supostamente queimaria?

o que supostamente queimaria?
-a conseqüência sem coragem,
seriam os cupins, supostos ateus,
ou as vacas céticas, que talvez
aspiram o império do nada?

a continuidade desse pesar,
arrastar-se-ia por mil ventos
transitando em anseios retrógados
que subemetem-se às carapulsas
prisões de espíritos

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

a pon to ...


os poros abrem para o riso
passar pra dentro da alma
em forma de música, em forma
disforme conforme a fome
da que notas expõem
ao corpo posto
na linha da ausência
de durar que vence o tédio
pela intnesidade
analogia da intensidade
multi-bifurcada
flúida, flutuante
antes da vinda
da mudança sempre
possível, [des]espereda

domingo, 15 de novembro de 2009

insetos contemporâneos

o palco dos megalomaníacos está montado, tem um mega ventilador para espalhar as idéias das cigarras que vestem a capa de filósofo para dissimular sua feiura intelectual. O leilão começou. Público, jogue suas trivialidades, aqui elas são bem difundidas, o sopro do ventilador Propaga bem suas aberrações filosóficas de bobos da corte dos gafanhotos mumiados. Aparenta ser tudo, válido na batalha da sabedoria aleatória !!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Desabafo noturno


Perdidas as palvras transcorrem madrugada a fora, vão de encontro

com o antes da aurora, se apressam ao céu límpido para disfarçar o medo de nos conectar com este estado que oculto fica frente ao espectro chamado passado.

Medonha essa nuvem carregada de cinza, melancolia antecipada!!! Economia da duração, desvencilhada do riso, da natureza, da celebração. Já é madrugada, acordados estão os zumbis que consolam o estar, aquem do devir. É a hegemonia do passado com seus nostálgicos recortes permanentes de felicidade audível, a cada vez que se manifesta a pós-modernidade. Porém, é um tanto supérfluo. A marcha segue em frente, mas os guerreiros se banham com o bronze da lua que retorna frutífera e altiva, astuta, se deita com todos os errantes, que chegam sem hora a subordinar-se, e vão de mãos dadas com o vício da aurora e de um céu tão azul que ofusca os olhos do dia nublado - ansioso por nossa melancolia. Mas venceremos essa batalha, contra este perigoso espectro que mantém erguido o medo de viver e criar o agora oculto nas profecias do anões gurus e anciãos, que para nós, os jovens esbanjadores de raios risonhos, chafarizes das fontes de vinhos, da ebridez dos que celebram a ponte, a antíteses dessas finalidades insinuantes aos nosso espíritos tão leves, flutuantes fora desses abismos que os fracos, os que fogem dos sentidos que nos constituem, embora a luminosidade, a vontade de conceituar, de mumizar o desabrochar das manhãs, o deslumbramento desse pôr de sol com a responsabilidade por uma sensação que nem mesmo os póstumos se entregariam ao disparate de balbuciar uma reflexão acerca disso.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

,,,...e dinovo o retorno dos fracos nos tira do foco - nós... sem medo, apáticos Às instituições, grandes coisas criadas para responder por pequenos


,,,...e dinovo o retorno dos fracos
nos tira do foco.
Nós..., os sem medo,
apáticos Às instituições,
as grandes coisas criadas
para responder por
pequenos diabos,
fracos compassivos-
pobres escravos voluntários
de alma limitada.
Sua língua surda
que censura os grandes
de espírito, almas correntes
de rios curvos e fluentes.
É pra estes que,
supostamente sorri a natureza,
a nós combatentes da anti vida,
da falta de entusiasmo,
do riso gratuíto.
Seremos a ponte
pós nós.
Queremos ser além
disso que julga com
este entendimento pútrfo.
Nós,... quem ?