quinta-feira, 8 de outubro de 2009

,,,...e dinovo o retorno dos fracos nos tira do foco - nós... sem medo, apáticos Às instituições, grandes coisas criadas para responder por pequenos


,,,...e dinovo o retorno dos fracos
nos tira do foco.
Nós..., os sem medo,
apáticos Às instituições,
as grandes coisas criadas
para responder por
pequenos diabos,
fracos compassivos-
pobres escravos voluntários
de alma limitada.
Sua língua surda
que censura os grandes
de espírito, almas correntes
de rios curvos e fluentes.
É pra estes que,
supostamente sorri a natureza,
a nós combatentes da anti vida,
da falta de entusiasmo,
do riso gratuíto.
Seremos a ponte
pós nós.
Queremos ser além
disso que julga com
este entendimento pútrfo.
Nós,... quem ?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Que passe em paz essa tarde de frio / Passing seul cet après-midi de froid


Que passe em paz essa tarde de frio,

com ela não quero atriro.
Que se vá logo, e que venha o saudoso sol
esbanjador de alegria
traga o esbanjar para esses espíritos
sólidos


Passing seul cet après-midi de froid

Passing seul cet après-midi du froid, elle ne voulait pas atriro.
Si vous allez bientôt, et la venue du soleil de fin
gaspillage joie
apporte à gaspiller ces esprits
solide

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mar... que me inspira


me faço trasenunte dum sonho
lento e adornado por flores
habitantes dum jardim
situado no seio de Mar
cujo brilho tem consigo
um imã e reflete
o signo do belo
em seu cerne.
Instigas a segunda primavera
a fertilizar os solos tropicais
e permear os corações dos amantes da lua.
Ó Mar... de águas límpidas e cantantes,
esbanjas em tua dança
o indício do nectar de sabor icomensurável
do vir a ser - este que não tem conceito,
e tampouco pretenções inatingíveis.
Queres as constelções, posso dar-lhe,
pois sou poeta, amante.
Por mim passam as possibilidades
mais delirantes
- posso derrubar as barreiras,
adornar a existência,
como poderia não oferecer a ti,
as mais belas galãxias, desconhecidas,
apenas imaginadas e assim valoradas.
Assim construo essa fábula, que ainda
é tão infíma perto de tua grandeza.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quero abrir um parêntese na palavra vazia


quero abrir um parêntese na palavra vazia, e pôr dentro, uma atemporalidade, uma infinitiude, mesmo que ela dure pouco, que seja extremamente efêmera e que não a percebamos. O sentido, não está aí, porem, posso vê-lo- numa nota de piano, num sopro de vida Davis, que ressoe tão belo quanto o grito da lua no meio da primavera

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Alegria inventada




ó ansiedade, está tão próxima,
porém, te nego e te lanço na boca da noite,
cujo hálito de hortelã
só é superado pela aurora;

ó alegria foges de mim
assim como Dulcinéia de quixote,
escorregas brutalmente de meus dedos
mas sou poeta e te (re)invento
sob a mácara de Dionísio.
Celebro a vida para te atrair,
e véns, cheia de intensidade
traz consigo a potência,
enche-me de atemporalidade
decreta minha vitória
nessa batalha frente ao tédio
e a anti-natureza.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

a velocidade do desvio do título pensado e esquecido


Escreveler com penas ativas na volocidade dos dedos pensantes
Pra fugir do tédio prédio prego hoje ouço oastra ouro nos
Vos vá rias de acordo com d essa de ontém que não mata a vontade de ir embora
Aos braços da bela saudade
Fotografada por memória minha
Construtora e atua al que dá pra
Sul pôr o sol no copo e beber
Vinho
Com lua loira ou ruiva
Negra e noite nostra de olhos nus
Prontos destraídos minutes de tal
Vez de ser imônia
Níaca de mo a cracia
Desd em Otelo nive
Revela relvas urbanas que não acompanham
Veloz pensar e parar esquecer ler três
Voice a nova vive
Longe outra vez desdenhado eno horizonte
Belo de dia escuro seco
Desenho de clima pesado e
Estado psíquico que
Ob desce a razão antes
De ser gerúndio fértil
De vermelhos pesares
A quem crer ser

domingo, 12 de julho de 2009



01/08/07

Atenua (tornar bem mais próximo): era uma busca no dicionário, e quando escrevi o texto elas estavam aí, então resolvi deixá-las


No meu canto manso só penso na dor
Se danço, dança
A saudade do que busco na andança
Assim, asfixio o torpor

Desdenho o outono desenho o inverno, de horror
Estações se perdem no durar criança
A selvageria reprime o que faz da canção, mansa
Envenena, torna fútil, o signo flor,

Configurado na neve
De julho encontrando agosto indisposto
Nadando a largo braço a pele ferve

Nas cordas da vida um vocal afoito
Em pleno ar um aliado se atreve:
Este, o vento, transporte melancólico, deste mesoito.

domingo, 5 de julho de 2009

A musa da ilha de gelo, calorosa

Na aurora ouço a primavera,
no tempo vitual, longo, no real, nao sei,
mas no encontro , uma gostosa e curta eternidade.

És deusa das montanhas geladas,
também és braseiro para meu coração que degela,
tens poderes nos gestos,
beleza no timbre.

Soa, tua voz, tão doce quanto um sonho em lagos
de ares leves e com uma canção de harpa.
oóó ... filha da água, irmã do vento,
penetras meu espírito com teus olhos,
têm eles a força da lua,
dispertam em mim um fascínio,
um enternecimento...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Casa Da mentira - de neubauten


A casa da mentira

Primeiro andar:
Aqui vivem os cegos
que acreditam no que vêem
E os surdos
que acreditam no que ouvem
Atado a um banquinho de cozinha
está sentado um Louco
que acredita em tudo que pode tocar
(suas mãos estão no colo)

Segundo Andar:
Papel por papel
Trilha por trilha
Revestida de fibra áspera
Nos corredores às voltas, estão os locatários
observando as paredes atentamente
procuram nelas trilha por trilha
Em direção à estampa – e erros ortográficos
Não poderiam nem seus nomes decifrar.

Acima, no próximo andar:
O qual? oh que maravilha! Nunca é concluído.
Obra em constante construção constante
Legolegolegolegolego lego lego
Apenas pela escadaria pode ser alcançado
aqui estocam os erros que pertencem à firma
com os quais eles ladrilham os pisos
nos quais ninguém pode pisar.

Quarto Andar:
Aqui mora o arquiteto
Absorto em seu projeto
Esse edifício cheio de idéias
vai de fundação até firmamento
e da fundação até a firma

No térreo
encontram-se quatro portas
que conduzem diretamente às livres
ou melhor, à pedra fundamental
Aí pode esperar quem queira
Ao meio dia chega cimento
Deitar na pedra fundamental!
Marchas de pensamentos são anuladas
Na altura da cabeça bostamente
infamemente ou católica roxamente
para a melhor orientação.

Cobertura:
Ela tem uma avaria
No telhado está sentado um homem velho
Sobre o chão, anjos mortos espalhados
E suas faces são semelhantes à dele
Entre os joelhos segura um fuzil
Ele aponta em sua boca
E no crânio
E através do crânio
E do crânio para fora
No cume do telhado
Penetra o tiro
Deus atirou em si
Uma cobertura é construída
Deus atirou em si
Uma cobertura é expandida
Deus atirou em si
Uma cobertura é ampliada
(barulho, muito barulho de vidros estilhaçados)

Subsolo:
Isto é um porão
Aqui eu vivo
Isto aqui é escuro
Úmido e agradável
Isto aqui é um colo.
(silêncio)

Blixa Bargeld – vocalista neubauten

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Da tristeza que da tarde cinza - Imagem - pinturta de Cezane



Aqui, neste dia em seu interior outra vez castigado pela cólera silenciosa
e pelo temor da ausência de vida que me assola;
permaneço mais frio que um pedaço da sibéria no auge de seu inverno,
tento chorar, mas as lágrimas recusam-se a saltar dos olhos meus.

O que fazer? se entregar-me à calmaria que seria a estabilidade
ameaçada pelas contradições dos pactos quebrados.
punição de si para si?
primeira ou terceira pessoa, narração ou dissertação das horas resingadas em indiferença
à totalitária realidade ?

a força vem, mas a vulnerabilidade sobressai- se além do previsível.
Ó doce outono que se recusa a sssumir sua estação, se cansa de transportar
tantas emoções num curto espaço e tão longue de suas reais possibilidades.
ó pobre e sublime doçura, volte a reinar nesta existência perturbada e controversa,
aniquile a eperança, e erga o castelo da felicidade e da intensidade dos recortes
com sabor indefinido de bom.