segunda-feira, 8 de outubro de 2012

via

vi
vejo, verei
veria
você todo dia
em minha cama
de lua,
 dia a dia,
 nua
com tua magia

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

apagando as irrelevâncias

Vale do Capão (Chapada Diamantina - BA)


apagando as irrelevâncias seguimos extasiados pela interação com os luares.
com os horizontes expressaríamos por gesto, antíteses aos discurosos vazios,
aos olhares de solsaio,

São nas intermitências onde hospedamos o medo,
e é quando a a possibilidade de adesão à dança se faz real e intensa.

sábado, 30 de junho de 2012

O Lamento das palavras



Este Sábados empoeirados,
cobrem o belo dos contornos poéticos,
As lágrimas do poeta, inconscientes,
anunciam o temor,
de que as palavras passem alheias
ao seu coração,
que sua paixão passe tão fugaz quanto um dia de chuva de verão,

Sorrateiro, se lança numa empreitada
silenciosa, discreta,
e busca retomar um desequilíbrio
que move o horizonte
e o adequa à sua perspectiva.

Mas o sucesso dessa
depende dos caminhos vindouros,
da sensibilidade para enxergar
as pontes existente entre
um medo e o riso.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

a hipótese das palavras roubadas

Cena do Filme A Hipótese das palavras roubadas de Roul Ruiz


um ausente invasor
de mim, as palavras afastou,
as escondeu.
por sorte avistei um quadro branco
nele inúmeras palavras
sorrateiramente roubei-lhe as palavras
roubei as e pus em minha página branca
habitada pelo vazio, pela ausência.

Talvez o mesmoquadro
narrado nas imagens de Raoul,
em odes a contemplação afirma o possível, ausente
atento às gotas aos gestos das passagens
despercebidas dos instantes,
nos estocados instantes
cuja dança se perdia na sinfonia

e nos passos do silêncio

segunda-feira, 2 de abril de 2012

notas de um poema sobre borboletas


segue a tarde, o dia,
sigo um suposto arcoo íris
que paira longínquo,
destemido, apático.
sem sensura a brisa,
esbofeteia meu rosto,
ainda juvenil e beija,
sutilmente, inocentemente
a aurora que me cruza,
que te olha, e te afaga
em seu peito eterno.
terno, o dia deita-se
no colo da lua,
e ela enche se
gradativamente,
em odes, pisca,
insinua-se bela
ou belo,
enfim...,
enquanto,
o encanto,
enigamático
permenece

terça-feira, 13 de março de 2012

Manuel Bandeira - O Poeta do Castelo (1959)



Gênero: Documentário
Diretor: Joaquim Pedro de Andrade
Elenco: Manuel Bandeira
Ano: 1959
Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais de sua rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio; a modéstia do seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas de seu bairro.

Ficha Técnica

Produção Saga Filmes Ltda., Sérgio Montagna Fotografia Afrodísio de Castro Roteiro Joaquim Pedro de Andrade Câmera Jorge G Veras Assistente de Direção Domingos de Oliveira Patrocínio Instituto Nacional do Livro do Ministério da Educação e Cultura Montagem Carla Civelli, Giuseppe Baldacconi Letreiros Bianco

sexta-feira, 9 de março de 2012

descompasso


alors... !!
com estes ares de primavera,
cujo tempo,
extravia-se na beleza de uma possível contemplação,
lancemos nossas lascivas expectativas,
e tenhamos a delicadeza pra ouvir
o ruído oriundo da danças do vento
permeador de corações descompassados

sábado, 3 de março de 2012

Jardim das Borboletas


Saúdo as borboletas com suas leves asas, e a doçura de seus gestos,
saúdo o azul do oceano que se hospeda em teus lindos e enigmáticos olhos,
disse uma vez que sou teu labirinto,
porém, desdigo. desfaço em mim o voluntários mendigo.
Me faço ponte, folha para apreciar teu pouso,
me lanço em teus píncaros acima da barriga,
estes dois montes pontudos aloirados,
cuja travessia se faz a mim labirinto,
o desvencilhar do tempo, a morte temporária de cronos.
Óóó desejosa imagem adorada pelas gotas de orvalho,
vem, traz a primavera em teus seios juvenis,
cuja luz esbanja a beleza de sua forma,
vens colorindo esse vale, traz o vento e o sol,
pra esse trópico, traz o terroir,
a fertilização do solo, e milhares de flores com aroma chardonay

le Chant du Vent


óóóóóóó vento vindouro do outono,
leve consigo as recordações inconvenientes que me tomam de assalto;
leve para o inverno minhas saudações,
e com elas minhas roupas do verão dos últimos anos,
esta sede insaciável, cujas águas cristalinas
banham esse jardim, mas não bate sol suficiente.
Vento nosso, vento do velho oceano...
tens o poder de beijar nossas faces sem que vejamos a tua;

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

em pontes de palavras pousam borboletas


na noite, em breu
no branco a lembrança en quadro,
com o silêncio, calado,
todo o tempo desapareceu

n'outra noite por mares inóspitos naveguei,
na trilha desses azuis olhos me fiz errante,
nadei em vinhos, e vi Dionysus em sua dança ofegante,
recortar os instantes onde me extraviei,

No vasto azul pintei meu dia,
desvenciliando-me de um fado,
legitimando a alegria.

nesse quadro, é fato, o entardecer
evidente anomalia,
e o mais relevante nesse conto é o doce entorpecer