sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

os impulsos que não são instinto, mais impulsos de aniquilação gradativa que outros jamais, no campo...


sem pé nem cabeça e membros ativos
sigo em várias pessoas fragmantadas,
e muitos fragmentos aniquilados em
momentos de destilação de emoções
reativas que icólumes vencem a batalha
do cotidiano malvado
que torna essa existência uma
tragédia ao estilo das novelas
russas.
isso, é parte de uma influência
Cioranense, ao proclamar
que ecrever é como terapia
quando o controle some
da razão, no quezito
controlar os impulsos que
não são instinto, mais impulsos
de aniquilação gradativa
que outros jamais, no campo
do aparente, entenderão.
Mas vos digo que o que aqui
está escrito, não passa perto
do que de fato é o que o agente
testumunhador via escrita
vos fala. Nada do que é sensível
é expressado de forma íntegra
e leal.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

E os amantes da vida errante charfudam nesse poema maldito no conceito bendito na alma que leve passa por sobre a ponte


maldizer de quem te olha de ângulo
desconhecido dos olhos leigos
desfrequentadores do cerne dessa
carne cortada com a mais tetânica das navalhas
que rasgam as noites silenciosas dessa
passagem virtual pronta pra desfazer
os encantos cridos em signos
comerciais e fetichizados.
Longe de casa, a casa és tu,
que ontém me cuspia, mas involuntariamente,
mentia com as mesmas palavras
que eram resultado da equação
de raciocínio, inquietude
de expressões enferrugadas
podres e putrefando.
E os amantes da vida errante
charfudam nesse poema
maldito no conceiro
bendito na alma que leve
passa por sobre a ponte
que é essa corda mencionada
por Zara e representa um
entendimento com o significado
de vida e existir, como um trem
em movimento, em frente na aparência,
e que também na possibilidade da voltas
em volta de si, ou do centro que julga ser.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

adjeto adjuntando a nova ortografia da velha língua fechada

dose a pouca

vonta
de erame de idéias podres
e quem sa be esta ali
pra tirar de costas de A Z
ar vôe re volta na bosta
brusca prosa punhetada
em punhal ereto ejaculando o brilho
de fé r[r]ugem urgente
altera ânimo nocivo
adjeto adjuntando
a nova ortografia da velha língua
fechada
fachada fadada a mentir todo dia todo tempo
fora del egido guiado na volta
do raio suculento daquela estrela
dócil por dentro do meu imaginário

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

estupra estrofe

disforme ostra
estupra estrofe
o cofre forte da dor
de é isso que sou
somos senda uma
fenda ou fresta
com festa imodesta
morada no desmorono
o morrer verbo
do morro ontém
desconjulgado por
ser assassino
de regra ortográfica

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

des ORIENTE [ando] todo território da história humana

desfeitas as pedras
estreitas disfarçam
o buscar de progresso
no fundo regresso
ou retrocesso
nome de verso sem artigo definido
na hora de protestar
contra tudo que venha
ser o que não é ser
no sentido mais vulgar
duma filosofia barata marginal
que nomeia o enganador de si
que se auto-entitula pensador- apenas
de ocasião a enganar as meninas
deslumbradas bichetes das
ruas perdigueiras
em começo de ano
mais pra pensar em explodir
a casa dos sete banqueiros
sustentáculos dos mísseis lançados
desorienteando todo território
da história humana
pra depois falar das referências
de ser e espaço
atemporal de suas orações
justificadoras da mera vida
com sentido apenas na vontade
de força e na vinda do além das núvens
pra vingar as mazelas e suas próprias
tiranias dissimuladas de filantropia

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

o que dizer?

o que dizer se nada já precisa sair, se o marasmo

ergue seu império em conjunto com o tédio,

Como não sucumbir nessa passagem duradoura,

aparentemente atemporal em seu cerne ?

talvez um alegrar-se provisório traga qualquer eternidade

dentro da intensidade do gozo momentâneo.

Mas neste pós-reflexão e que pré-cede a uma idéa

pretenciosa aspirante a revolta e negação de valores

revistos constantemente. Ainda mais quando já não aspiramos nada

coletivamente, quando não é esperado qualquer pretensão

de melhora,afeto ou um sentimento

de amor para com o gênero humano.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

o que é o homem

O Homem me parece uma invenção que busca desesperadamente saber de onde veio, e ainda diz que que é do macaco(que patético ! este ser é tão simpático), diferentemente do homem, uma finalidade pretenciosa aspirada por ele próprio, com uma probabilidade muita alta de jamais dar certo !!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

com um eterno ausente em forma de passagem


parar lá em cima
de onde vem o ar de longe
estadia dentro do externo
autismo do ego
- prego solto nas costas
da exitação de uma tarde
compassiva para com
este ser que ganhou essa
definição recente
e se sente no dever de dar certo,
no final da ponte
tornar-se super - heroi,
mesmo dumocasião que confunda-se
com um eterno
ausente em forma
de passagem
...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

horas representativas dAma isVa liA

sentado na brasas duma certa chaga
aberta na tarde
enquanto lembrava-se das cartas escritas
em nome de colegas de infância
que não sabiam escreverer,
e na mesma onda fazia-me imune
do que sinto agora
- um incômodo mordaz mesclado a ódio.
E ... tendo o tímpano banhado
por high and dry, flake plastic trees
cagava nas horas representativas da mais valia
rebelde, parecia ser,
mas não era isso, era a indefesa
mascarada pela sensibilidade,
até dissimulava com ar de antônimo.
Derepente quem chega?
o velho nihil,
mas ele não pode aniquilar a potência
que viria no devir, e me deixaria icólume
deste dia enfadonho.
Encerro este testemunho
de um principio de desespero
reajustador de estado de espírito,
no sentido pleno do senso comum.