quarta-feira, 5 de agosto de 2015

apaga imposto ou será o posto ponto de discórdia, oposto

âncora espelhada(Concarneau)






 lua oculta o olho
meu amarelo cheio
fúlgida pousa sobre núvem
Céu seu azul confunde
o sol a raio
menor pousa em texto
copta mente
adiante
antes que chegue
o conceito grande
e ela abriga em seu grito[seio]
o belo risco
apaga imposto
ou será o posto
ponto de discórdia,
oposto
entre madruga fresca
e batida da palpebra:
benvindo o léxico


http://www.recantodasletras.com.br/poesias/5336231

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Sol se perde no horizonte

O Sol se perde no horizonte
quer o céu tornar-se a via
o passado o futuro adia
com a chegada do presente
este dia se faz fonte

Quem não olha adiante nega
o belo raio esbanjante
no espelho que carrega este riso irradiante
reflete e derrete a algria que não prega

Abraçar núvens dissipadas
e contemplar o mar
quando chega a trégua
acalmar o raio prometido
de uma tarde ensolarada

a dor se soçobra no degelo e nada
nos ventos do acaso
desvia o fado inventado,

para galagar essa jornada


http://www.recantodasletras.com.br/letras/5314687


quinta-feira, 25 de junho de 2015

roga a praga ao muro

A patrulha apura
enquanto entulho
roga a praga ao muro
duro ego eu urro
apático ao olho surdo
servil entôa curso
grama ática
al gema
es cravo
acata
lé xi co
sem nexo
desconexo
espectro

sábado, 20 de junho de 2015

Trouxe o vento, risos distantes

Trouxe o vento, risos distantes
com os risos paisagens e sons
vieram com o sonho, as núvens
as formas abstratas
do ubre das terra o gozo
da vida o segredos dos anjos
das canções,amantes suicidas
das noites brilhos ocultos e incompreensíveis
nas ruas o cinza sem galhos tortos
no reflexo dos rios desviam as aves nadadoras
e eu, imóvel impávido
retorno à própria imagem
espelhada nas água do canal
atônitos, ao lado
jovens pálidos brindam o paganismo
e a iconoclastia presente nos gestos
ja o canto segue
navega, transborda
e trasmuta



segunda-feira, 4 de maio de 2015

A Lua estende-se ao longo da costa

A Lua estende-se ao longo da costa
quando não mostra seu lado noir o mesmo mar que carrega a lua a noite confronta a coléra humana com sua fúria musíca nossa impossibilidade de abraçá-lo enquanto dissimulamos o competitvo em nós, de admiradores -isso por saber que em suas profundezas cheias de supremacia -assim, como disse Lautremont - segredos os quais julgamos conhecer se restringem a suposições ou consenso de cegos pura retótica pra justificar a inferioridade frente ao mar. O Que nos conforta é a hipnose da lua refletida em suas propriedades em nossos olhos O resto? sentenças pra formar elegias


http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/5230420




sexta-feira, 24 de abril de 2015

A sonata dos lábios fora concebida quando cessou a cena

O Retorno de Perséfone de Frederic Leighton (1891)


atômos chocaram-se
ao som da batida daqueles lábios 
Com a maciez de um amarone
-transeunte num paladar outrora extraviado.
A sonata dos lábios fora concebida quando cessou a cena
o som ao redor
no ato do abraço
o passo seguinte
pausado
assim como o tempo
suspenso
restou o espaço para a batida das pálpebras
onde se escondiam aqueles olhos flamejantes
durante o sono
olhos que carregavam vulcões e desertos
furor,
e uma cumplicidade com profanos horizontes
Estava evidente o intenso aroma da eternidade
que acabaria minutos depois
mas deixaria na memória
desse encontro
sem contrapartida
a possibilidade d'outro
o tanino e amargo do chocolate
Cada labirinto pela sonata induzido
e a espera do jazer da noite




http://www.recantodasletras.com.br/letras/5218668

quinta-feira, 23 de abril de 2015

rasga as prosas preliminares e o possível é concreto num sonho efêmero



Tímido o gesto atirou-se
contra o corpo adiante
En face
ao fixo e destemido olhar
scaneava a alma a divinhar:
- poeta ? -amante ?
de que mundo viria à criatura ?
Com um furor imaginado
a aposta antecipa o tempo
rasga as prosas preliminares
e o possível é concreto
num sonho efemero
porém
é alcançado o momento seguinte
e o real
é postergado
a espera é o hiato
disfarçado de virtude
enquanto a busca pelo aedo segue incesssante


http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/5217985

domingo, 5 de abril de 2015

enquanto danço ao sol me suborna um raio




Ao caos canto e saio
mito dançando em círculo postergo o  pranto
feito aedo, o inzoneiro entorno encanto
enquanto danço ao sol, me suborna um raio
Paródia do canto corrompendo o conto
ávido, num salto o riso tomo de assalto





http://www.recantodasletras.com.br/trovas/5195768

terça-feira, 31 de março de 2015

Uma frase para Hendrix




Leasing(leasing )Jimi Hendrix - Third Stone From The Sun


Atire acordes em nossos uvidos e pedras quentes no gelo, dançaremos em rituais paganizados chamando o sol, afirmando a beleza do raio, do porvir em primavera.




segunda-feira, 30 de março de 2015